"Pétalos de Sangre Margarita Belén"
Criação, direção e produção:
Joao Butoh
Interpretação:
Ogawa Butoh Center
Duração 90 minutos

“Pétalos de Sangre Margarita Belén”

A História:

Conhece-se como “Masacre de Margarita Belén” a tortura e o fuzilamento de 22 presos políticos, em sua maioria militantes da Juventude Peronista, mortos em uma operação conjunta do Exército Argentino e a Polícia de Chaco durante a noite de 12 para 13 de dezembro de 1976, em um lugar próximo a localidade de Margarita Belén, província de Chaco. Destes 22 presos 17 foram identificados e os outros 5 duas mulheres e três homens não se conhecem suas identidades. O fuzilamento foi disfarçado, como era comum na prática genocida da época, como um tiroteio entre a polícia e grupo de milícia, acontecido durante uma tentativa de fuga dos prisioneiros. O caso foi um dos mais de setecentos que se descobriu e foi levado a julgamento das Juntas Militares, em 1985, e por isso se condenou aos ex-ditadores Jorge Videla, Emilio Massera e Orlando Agosti, que mais tarde, em 1990, seriam perdoados pelo então presidente Carlos Menem.
No Brasil, a Interpol prendeu em 2008 no Rio de Janeiro o ex-major do Exército da Argentina Norberto Raul Tozzo, 63, acusado de comandar o Massacre de Margarita Belén. Ele vivia clandestinamente em nosso país desde 2004 quando o Governo Argentino expediu ordem de prisão para os 10 militares acusados pelo referido massacre.
Os cadáveres das vítimas nunca foram entregues à seus familiares, que seguem buscando seus restos e pedindo justiça.

O Espetáculo:

Falamos de todas as similaridades que assolaram a sociedade comum durante a ditadura militar na América Latina. “O Massacre de Margarita Belén” foi um mote para tecer os personagens que tem suas histórias comuns a todos os povos, poderia ser São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Santiago, Buenos Aires, Cidade do México.
A América Latina estava a mercê dos militares que por meio do “Plano Condor” e seus métodos repressivos e práticas cruéis cercearam a liberdade de expressão regendo a vida de jovens que ousaram se pronunciar em busca de maior dignidade para seus povos. Os militares eram donos da vida e da morte de todos os habitantes em nossos países.
Torturas seguidas de morte, seqüestros, assassinatos, desaparecimentos de pessoas, exílio, prisões, censura, roubo de pertences...
Somos pétalas desta “Margarita” ensangüentada, juntando e contando partes da história da nossa América Latina.
“Quando não lembramos o que nos aconteceu, pode vir a acontecer tudo outra vez...”
Em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, no 35º aniversário de sua morte, também homenageamos outros que lutaram contra os ditadores da América do Sul com sua voz, fazendo-se voz para os “sem voz”: Mercedes Sosa – La Negra, Violeta Parra, Atahualpa Yupanqui, Geraldo Vandré.

Os Personagens que compõem a obra ao qual procuramos homenagear:
Duas mães coragens com espírito libertário dividiram a mesma história de vida, ambas artistas, ousaram enfrentar o regime militar: Amanda Mayor de Piérola mãe de Fernando Gabriel Piérola do Massacre de Margarita Belén–Argentina e Zuleika Angel Jones “Zuzu Angel” mãe de Stuart Angel Jones do Rio de Janeiro–Brasil. Ambas levaram até as últimas conseqüências a busca pelos seus filhos e transformaram-se em ícones de resistência e esperança.
Estudantes de Margarita Belén: Patricio Blas Tierno, Nestor Carlos Sala, Carlos Zamudio, Luis Angel Barco, Luis Diaz, Fernando Gabriel Pierola, Julio Pereyra, Carlos Alberto Duarte, Carlos Tereszecuk, Manuel Parodi Ocampo e os estudantes da PUC de São Paulo: José Wilson Lessa Sabag, Maria Augusta Thomaz, Carlos Eduardo Pires Fleury, Cilon da Cunha Brum e Luís Almeida Araújo, e os estudantes da USP Alexandre Vannucchi Leme, Ronaldo Mouth Queiroz e o presidente da UNE - Honestino Monteiro Guimarães, dentre outros.
Roberto H. Yedro – advogado, Delicia Gonzáles e Soñéz Reinaldo Zapata – professores, Raúl María Caire – bancário, Luis Arturo Fransen - empregado do Correio, Ema Beatriz Cabral - terapeuta Ocupacional, Mario Cuevas - técnico Mecânico e Wladimir Herzog – Jornalista, Carlos Marighella – Jornalista, político e Poeta, entre outros.

O espetáculo é resultado de uma residência artística desenvolvida por Joao Butoh na Argentina no ano de 2008.

Apoio ao projeto:
Museo de La Memoria - Resistencia - Chaco – Argentina
Comité Latinoamericano para las Artes, Cultura y Desarrollo Humano
Instituto Nacional del Teatro - Argentina
Asociación Madres de Plaza de Mayo - Buenos Aires - Argentina
Vivver Arquitetura
Só Dança - GG Vídeo - Dança Brasil
Academia Central Fitness
Meias Daniela
Instituto Passo de Arte
Reginaldo Azevedo Fotografias
Teatro Escola Macunaíma
Museu da Resistência de São Paulo - Brasil
São Paulo Companhia de Dança
Associação Pró Dança
Secretaria de Estado da Cultura
Governo do Estado de São Paulo

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"Pétalos de Sangre Margarita Belén"
Autor, director e Productor:
Joao Butoh
Interpretación:
Ogawa Butoh Center
Duración de 90 minutos

“Pétalos de Sangre Margarita Belén”

La Historia:

Se conoce como “Masacre de Margarita Belén” a la tortura y fusilamiento de 22 presos políticos, en su mayoría, militantes de la Juventud Peronista, asesinados en una operación conjunta del Ejército Argentino y la Policía del Chaco durante la noche del 12 al 13 de diciembre de 1976, en un lugar próximo a la localidad de Margarita Belén, provincia del Chaco. El fusilamiento fue disimulado, como era común en la práctica genocida de esa época, y publicado como un tiroteo entre la policía y el grupo de militantes, ocurrido durante la tentativa de fuga de los prisioneros. El caso fue uno de los más de setecientos que se descubrieron y fueron llevados al Juicio de las Juntas Militares, en 1985, y por esto se condenó a los dictadores Jorge Videla, Emilio Massera y Orlando Agosti, que más tarde, en 1990, serían indultados por el entonces presidente Carlos Menem.
En Brasil, la Interpol capturó en 2008 en Río de Janeiro al ex-mayor del Ejército Argentino Norberto Raul Tozzo, 63, acusado de comandar la Masacre de Margarita Belén. Él vivía clandestinamente en este país desde 2004,cuando el Gobierno Argentino expidió la orden de prisión para los 10 militares responsables por la referida masacre.
De los cuerpos de las víctimas (que hasta ahora no se tiene certeza de que hayan sido sólo 22), no todos fueron entregados a sus familiares (en el número de 22, faltan 4), que siguen buscando sus restos y pidiendo Justicia.

El Espectáculo:

Hablamos de todas las similitudes que asolaron la sociedad común durante la dictadura militar en América Latina. La "Masacre de Margarita Belén" fue el detonante para entretejer los personajes con historias comunes a todos nuestros pueblos, que podría ser San Pablo, Río de Janeiro, Brasilia, Santiago, Buenos Aires, ciudad de México. América Latina estaba a merced de los militares que por medio del "Plan Cóndor", sus métodos represivos y prácticas crueles cercenaron la libertad de expresión, decidiendo sobre la vida de jóvenes que osaron pronunciarse en busca de una mayor dignidad para sus pueblos. Los militares eran dueños de la vida y la muerte de todos los habitantes en nuestros países. Torturas seguidas de muerte, secuestros, asesinatos, desaparición de personas, exilios, prisiones, censura, robo de pertenencias. Somos pétalos de esta "Margarita" ensangrentada, juntando y contando partes de la historia de nuestra América Latina.
"Cuando no recordamos lo que nos pasa, nos puede suceder la misma cosa..."
En homenaje al periodista Vladimir Herzog, en el 35º aniversario de su muerte, también homenajeamos a los que lucharon contra los dictadores de América del Sur, con su voz, haciéndose voz para "los sin voz": Mercedes Sosa - La Negra-, Violeta Parra, Atahualpa Yupanqui, Geraldo Vandré.
Este espectáculo es el resultado de una residencia artística desarrollada por Joao Butoh en la Argentina en el año 2008.

Los Personajes que componen la obra, a quienes queremos homenajear:

Dos "madres corage" con espíritu libertario compartieron la misma historia de vida, ambas artistas, osaron enfrentar al régimen militar: Amanda Mayor de Piérola, madre de Fernando Gabriel Piérola, caído en la Masacre de Margarita Belén–Argentina y Zuleika Angel Jones “Zuzu Angel” madre de Stuart Angel Jones de Río de Janeiro–Brasil. Ambas llevaron hasta las últimas consecuencias la búsqueda de sus hijos y se transformaron en emblemas de resistencia y esperanza.
Estudiantes de Margarita Belén: Patricio Blas Tierno, Nestor Carlos Sala, Carlos Zamudio, Luis Angel Barco, Luis Diaz, Fernando Gabriel Pierola, Julio Pereyra, Carlos Alberto Duarte, Carlos Tereszecuk, Manuel Parodi Ocampo; los estudiantes de la PUC de San Pablo: José Wilson Lessa Sabag, Maria Augusta Thomaz, Carlos Eduardo Pires Fleury, Cilon da Cunha Brum y Luís Almeida Araújo; los estudantes de la USP Alexandre Vannucchi Leme, Ronaldo Mouth Queiroz y el presidente de la UNE - Honestino Monteiro Guimarães, entre otros.
Roberto H. Yedro – abogado, Delicia Gonzáles y Soñéz Reinaldo Zapata – profesores, Raúl María Caire – bancario, Luis Arturo Fransen - empleado de Correo, Ema Beatriz Cabral - terapeuta Ocupacional, Mario Cuevas - técnico Mecanico y Wladimir Herzog – Periodista, Carlos Marighella – Periodista, político y Poeta, entre otros.

Apoyos al Proyecto:
Museo de La Memoria - Resistencia - Chaco – Argentina
Comité Latinoamericano para las Artes, Cultura y Desarrollo Humano
Instituto Nacional del Teatro - Argentina
Asociación Madres de Plaza de Mayo - Buenos Aires - Argentina
Vivver Arquitetura
Só Dança - GG Vídeo - Dança Brasil
Academia Central Fitness
Meias Daniela
Instituto Passo de Arte
Reginaldo Azevedo Fotografias
Teatro Escola Macunaíma
Museu da Resistência de São Paulo - Brasil
São Paulo Companhia de Dança
Associação Pró Dança
Secretaria de Estado da Cultura
Governo do Estado de São Paulo

"Pétalos de Sangre Margarita Belén"
Creation, direction and production:
Joao Butoh
Interpretation :
Ogawa Butoh Center
Duration 90 minutes

“Pétalos de Sangre Margarita Belén”

About the history

It is known as “Masacre de Margarita Belén” the torture and the execution by firing-squad of 22 prisoners politicians, in its majority militant of Peronist Youth, died in a joint operation of the Argentine Army and the Policy of Chaco during the night of 12 for 13 of December of 1976, in a place next the locality to Margarita Belén, province of Chaco. Of these 22 prisoners 17 had been identified and the others 5 two women and three men do not know its identities. The execution by firing-squad was disfarçado, as it was common in the practical genocida of the time, as a shoot out between the policy and group of military service, happened during an attempt of escape of the prisoners. The case was one of more than the seven hundred that the judgment of the Military Meetings was uncovered and was taken, in 1985, and therefore condemned to the former-dictators Jorge Videla, Emilio Massera and Orlando Agosti, who later, in 1990, would be pardoned by then president Carlos Menem. In Brazil, the Interpol arrested in the 2008 in Rio De Janeiro former-major of the Army of Argentina Norberto Raul Tozzo, 63, accused to command the Slaughter of Margarita Belén. It lived in secrecy in our country since 2004 when the Argentine Government forwarded warrant for the 10 military accused for the related slaughter. The corpses of the victims had never been deliver its familiar ones, that they follow searching its remaining portions and asking for justice.

About the performance

We say of all the similarities that had devastated the common society during the military dictatorship in Latin America. “The Slaughter of Margarita Belén” was one mote to weave the personages who have its common histories to all the peoples, she could be São Paulo, Rio De Janeiro, Brasilia, Santiago, Buenos Aires, City of Mexico. Latin America was the grace of the military who by means of the “repressive Condor Plan” and its methods and practical cruel they had curtailed the liberty of speech prevailing the life of young that had dared to pronounce itself in search of bigger dignity for its peoples. The military were owners of the life and the death of all the inhabitants in our countries. Followed tortures of death, kidnappings, murders, disappearances of people, exile, arrests, censorship, robbery of belongings… We are petals of this “bloody Margarita”, joining and counting parts of the history of our Latin America. “When we do not remember what it happened in them, another time can come to happen everything…” In homage to journalist Vladimir Herzog, in 35º anniversary of its death, also we homage others that had fought against the dictators of the South America with its voice, becoming voice for the ones “without voice”: Mercedes Sosa - There Black, Violet Parra, Atahualpa Yupanqui, Geraldo Vandré. The spectacle is resulted of an artistic residence developed by Joao Butoh in Argentina in the year of 2008.

Old building of the Dops, symbol of the military regimen, receives the spectacle “Pétalos de Sangre Margarita Belén”

In the times of the military regimen, the building of apparent tijolinhos of the photo below was one of the feared places more of the city. Located well to the side of the Station Júlio Prestes, it sheltered the Department of Order Politics and Social (Dops), the policy politics that, instituted in years 20, commanded the repression during the dictatorship initiated in 1964. Many of the interrogations and practised tortures had at the time had place in 3º floor of this building. It was there, for example, that the commission agent Sergio Paranhos Fleury - a symbol of the repression politics of years 70 - exerted good part of its truculência. In the térreo it had four cells. In them they had been imprisoned in such a way the physicist Mário Schemberg (1914-1990) how much the candidate president of the Republic Luís Inácio Lula da Silva. In 1993, with the extinguishing of the Dops, the building was busy for the Department of Policy of the Consumer (Decon), that it remained there up to 1998. It was then delivers to the Secretariat of Culture of the State, transformed that it into Museum of the Resistance of São Paulo.

Support to the project:
Memorial da Resistência - São Paulo
Forum dos Ex-presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo
Museo de La Memoria - Resistência - Chaco – Argentina
Comitê Latinoamericano para las Artes, Cultura y Desarrollo Humano
Instituto Nacional del Teatro - Argentina
Asociación Madres de Plaza de Mayo - Buenos Aires - Argentina
Vivver Arquitetura
Só Dança - GG Vídeo - Dança Brasil
Academia Central Fitness
Meias Daniela
Instituto Passo de Arte
Reginaldo Azevedo Fotografias
Teatro Escola Macunaíma
Associação Pró-dança
São Paulo Companhia de Dança
Secretaria de Estado da Cultura
Governo de São Paulo



       



   



   

   

   

   

   

   



   



   

   

   

   

   

   

   

   

   

   


Fotos: Reginaldo Azevedo.

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