O FESICA - O Festival Simonense da Canção, teve sua primeira edição no ano de 1973 no Cine-Theatro “Carlos Gomes”, foi realizado de 1975 a 1988 no Cine Oásis, de 1989 a 1996 no Ginásio de Esportes “Amadeu Geraigire”, em 1997 teve sua edição comemorativa dos 25 anos realizada no Centro Comunitário “ Antônio da Silva Ferreira” e 1998 no Ginásio de Esportes ”Amadeu Geraigire”. De 1999 a 2006 não foi realizado o festival.
Muitas glórias também fazem parte da história deste festival, que lançou muitos artistas para o mercado fonográfico, receberam influência em suas carreiras e que hoje suas histórias se fundem a história do FESICA.
Os criadores deste festival, a JUS - Juventude Unida Simonense, a quem agradecemos pelos valores culturais fomentados em nossa comunidade.
Estes Jovens faziam aqui, o que o país via e vivia através dos poucos televisores preto e branco disponíveis. Quando de uma época em que os jovens tentavam se comunicar através da música.

Em 1997, na comemoração dos 25 anos, os antigos integrantes da Juventude Unida Simonense receberam uma homenagem. Na ocasião foi feito este texto que segue abaixo, especialmente para eles.

“Há muito tempo atrás, existia uma cidade, pequenina e calada que ficava ao sopé de uma montanha. Um dia, um grupo de amigos, resolveu realizar um evento para alegrar os moradores desta cidade. Foram três dias de intensa magia, onde se podia ouvir os sons mais perfeitos produzidos pelo homem.
Deste pequeno pedaço de chão, vários sons aos poucos foi se ouvindo. E foi se ouvindo aqui e acolá, e esses sons que iam-se formando, atravessavam cada habitante de maneira que os deixavam repletos de novos sentimentos e todos sentiram que isso era bom. Mas os sons transpuseram as montanhas e foram rasgando a terra e ganhando todo esse chão. Em outras fronteiras foi parar e logo, esse pedacinho de chão que antes era nosso entre os dedos, transformou-se em uma imensidão.
E a magia entre eles, fez com que as coisas pequenas parecessem grandes e como tal se aceitassem.
Usavam uma bandeira de cor amarela, desenharam nela uma espada, como símbolo de sua luta. E que lembrava a todos o motivo pelo qual estavam sempre juntos. E ela ficava lá, em lugar visível e bem alto, se agitava com o vento e se movia pelo espaço como que se espalhava os sons pelos confins que se sabia. A partir daí, todos os anos, de todas as partes vinham sacerdotes que com seus instrumentos mágicos, traziam consigo o alimento para a alma desse povo. E durante esses três dias, realizavam um ritual que maravilhava a todos.
És tanto mais divino quando reconheces que és apenas um homem.
E como Deus, não deu a este homem, o poder de decidir sobre a sua própria vida, como pode um homem pretender amar mais a alguma coisa do que a si mesmo? E logo foram perdendo alguns desses amigos.
Chora, mas seu coração continua inabalável.
_”Não poderei mais falar-te e ouvir-te? Nunca mais te verei, então, ó irmão mais caro do que a vida! Ah, ao menos amarte-ei sempre.”
E aquelas palavras, que o vento espalhou nesta intensa magia, ia transformando a cada amigo, em seres mágicos a quem chamavam de “AMJUS”.
E para cada jovem, que tomado pela vontade da transformação, se aproximava para manter esse ritual, enviavam sons divinos que os faziam unidos em torno deste ideal.
O desejo de conhecimento é o mais natural. Experimentamos todos os meios suscetíveis de satisfazê-lo, e quando a razão não basta, apelamos para a experiência. Através de várias provas, a experiência cria a Arte e o exemplo alheio mostra-nos o caminho.
E este caminho foi seguido por toda essa comunidade, que sentindo o poder destes sons, multiplicavam para todos os estrangeiros de forma que se espalhou pelo mundo.
Até hoje, três dias de festas arrastam uma imensidão de pessoas para aquele lugar, que de várias partes do mundo vem para alimentar suas almas. Esses sons mágicos uniram pessoas, povos, civilizações que de geração após geração tem se reunido para esta celebração divina.
E nos dias de hoje, todos esses “AMJUS” se unem para relembrar o primeiro dia desta celebração, e geram tal energia, que é como se fossem o próprio som que um dia souberam criar.
Muito tempo se passou, desde a primeira vez e aquela bandeira já não mais figura como símbolo de concórdia ou sinal, de que, em algum momento no passado, existiu aqui um grupo de jovens que acreditou em seu ideal e com isso transformou uma comunidade.
Nenhum livro foi escrito para contar essa história, em nenhum lugar existe uma estátua para que se possa lembrá-los. Foi assim e será até o sempre, os mais velhos contam aos mais novos, para que suas histórias passem de geração para geração.
Mas, se por ventura este gesto nobre de criação, os homens vierem a se esquecer, com certeza a história jamais os esquecerão.”
( João Roberto de Souza, Julho/1997)

Os vencedores dos 1ºs lugares do Festival Simonense da Canção.

1973 - “EU VOU JÁ”
Cidade: São Simão
de: Carlos Ferreira Jr. e Fernando A Fernandes
Intérprete: Neusa Ap. do Carmo
Prêmio extra - Melhor Letra

1974 - “SAMBA DE BÊBADO”
Cidade: São Simão
de: Carlos Ferreira Jr. e Fernando A Fernandes
Intérprete: Neusa Ap. do Carmo
Prêmio extra - Intérprete Feminina

1975 - “PONTO TONTO”
Cidade: São Simão
de: João Paulino Quartarola e Neusa Ap. do Carmo
Intérprete: Neusa Ap. do Carmo
Prêmio extra - Melhor Letra e Intérprete Feminina

1976 - “ÊXTASE”
Cidade: São Paulo
de: Antônio Claret Mesquita e Lúcio Barbosa
Prêmio extra - Originalidade e Melhor Intérprete

1977 - “LEMBRANÇAS DO MAR”
Cidade: Ribeirão Preto
de: Vagner Ap. Tenelli
Intérprete: Rosângela - Grupo Grysalida
Prêmio extra - Melhor Letra e Intérprete Feminina

1978 - “MILAGRE DO QUENTÃO”
Cidade: São Simão
de: Antônio de Pádua Pacheco
Intérprete: Antônio de Pádua Pacheco e Grupo

1979 - “MENOS UM”
Cidade: São Simão
de: Suely Galli Soares e Neusa Ap. de Carmo
Intérprete: Neusa Ap. do Carmo
Prêmio extra - Intérprete Feminina e Originalidade

1980 - “VOAR”
Cidade: São Paulo
de: Déo Lopes e Toninho Veríssimo
Prêmio extra - Intérprete Masculino

1981 - “SEM SAÍDA”
Cidade: São Simão
de: Suely Galli Soares e Neusa Ap. de Carmo
Intérprete: Neusa Ap. do Carmo

1982 - “FÈ”
Cidade: São Simão
de: Suely Galli Soares e Neusa Ap. de Carmo
Intérprete: Neusa Ap. do Carmo

1983 - “MARIANA, MAR É DIA”
Cidade: Santa Rosa de Viterbo
de: Simone Guimarães
Intérprete: Simone Guimarães
Prêmio extra - Intérprete Feminina

1984 - “MARAMOR”
Cidade: Santa Rosa de Viterbo
de: Simone Guimarães
Intérprete: Simone Guimarães
Prêmio extra - Intérprete Feminina

1985 - “APENAS FRASES”
Cidade: Ribeirão Preto
de: Plauto de Freitas Barreto
Intérprete: Hilda
Prêmio extra - Intérprete Feminina

1986 - “MENSAGEIROS DA PAZ”
Cidade: Barretos
de: Mussa Kalil Neto
Intérprete: Musa Kalil Neto

1987 - “FELIZ”
Cidade: Rio de Janeiro
de: Nilson Chaves
Intérprete: Nilson Chaves

1988 - “LADEIRAS DE PASSOS”
Cidade: Ribeirão Preto
de: Gilberto Andrade de Abreu e João Batista Andrade de Abreu
Intérprete: João Batista Andrade de Abreu

1989 - “SOS. MOÇAMBIQUE”
Cidade: São Paulo
de: Beto Santos e Diná Nascimento
Intérprete: Grupo Repente
Prêmio extra - Arranjo

1990 - “VIDA PINÉIA”
Cidade: Jaboticabal
de: Popolla e Bira
Intérprete: Popolla e Bira

1991 - “PAIXÃO VIOLEIRA”
Cidade: Botucatu
de: Osni Ribeiro
Intérprete: Osni Ribeiro
Prêmio extra - Intérprete masculino

1992 - “”PUÇANGUEIRA”
Cidade: Rio de Janeiro
de: Eudes Fraga e Joãozinho Gomes
Intérpretes: Eudes Fraga e Joãozinho Gomes

1993 - “GAROA DE IPANEMA”
Cidade: São Simão
de: André Luiz de Souza Pinto
Intérprete: André Luiz de Souza Pinto e Banda

1994 - “A LUZ”
Cidade: São Simão
de: André Luiz de Souza Pinto
Intérprete: André Luiz de Souza Pinto e Banda

1995 - “BANANA BANANEIRA - HISTÓRIA DE ATRAVESSADOR”
Cidade: São Paulo
de: Alexandre Siqueira
Intérprete: Alexandre Siqueira

1996 - “A VOZ DA AMÉRICA”
Cidade: Rio de Janeiro
de: Tibério Gaspar Rodrigues Pereira
Intérprete: Tibério Gaspar Rodrigues Pereira

1997 – Edição comemorativa dos 25 anos
Não houve competição.

   
Comemoração dos 25 anos
Fotos: Jornal Nosso Vale

1998 – "O BARCO E O MAR"
Cidade: São Simão - SP
de: André Luiz de Souza Pinto
Intérprete: André Luiz de Souza Pinto

   
Neusa M. do Carmo e André Luis de S. Pinto / André recebe o prêmio de 1º Lugar
Fotos: Jornal Nosso Vale

1999 – Não houve a realização do evento.

2000 – Não houve a realização do evento.

2001 – Não houve a realização do evento.

2002 – Não houve a realização do evento.

2003 – Não houve a realização do evento.

2004 – Não houve a realização do evento.

2005 – Não houve a realização do evento.

2006 – Não houve a realização do evento.

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